Mostrando postagens com marcador Dieta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dieta. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Emagrecimento - Perigos Pequenos

Num processo de emagrecimento todos sabem que devem restringir a quantidade de alimentos, diminuir o consumo de doces, fazer exercícios físicos diários, evitar tomar líquidos nas principais refeições, ingerir no mínimo dois litros de água por dia, respeitar horários de refeições, etc.

A mente das pessoas com hábitos alimentares exagerados ou fora do padrão resiste aos apelos do emagrecimento e na tentativa de manter os comportamentos já definidos como “bons” para ela, induzem as mesmas com falsas idéias. Dessas falsas idéias, queremos chamar a atenção das leitoras para a questão do tamanho dos alimentos, principalmente os mais calóricos como chocolates e outras guloseimas. Em qualquer tabela de calorias consultada acharemos que a barra de chocolate de duzentos gramas terá aproximadamente 1.200 calorias, quantidade essa que em média equivale ao total de calorias exigida para um dia inteiro por algumas pessoas que estão passando pelo processo de emagrecimento. Nesse momento é que a mente entra e induz a pessoa a comer alguns quadradinhos da barra de chocolate. Por outro lado as empresas fabricantes de guloseimas lançam no mercado pacotinhos de bolinhas de chocolate, pois sabem que com essa versão miniaturizada a mente das pessoas vai aceitar, mesmo numa dieta restritiva de calorias.

“O processo de emagrecimento deve ser enfrentado com determinação e ser encarado como uma coisa muito importante”

Em recente trabalho pesquisadores descobriram que isso ocorre porque os pacotes menores são percebidos como “prazeres inocentes” e subestimam a quantidade de calorias contida em cada uma dessas embalagens.

No restaurante por quilo acontece o mesmo, um pequeno pedaço de frango, um bifinho, uma linguiça, uma costelinha, um quibinho, um pouquinho de lasanha ou de macarrão, um pequeno docinho, enfim tudo que é pequeno e pouco a mente induz para o consciente da pessoa que PODE.
A pessoa aceita a sugestão. No rodízio de pizza é comum as pessoas falarem que a massa é fina e que a quantidade de recheio é pequena. Essas pequenas porções somadas geram muitas calorias e a pessoa perde a noção da quantidade. Por isso é necessário interpretar que durante um emagrecimento o ambiente é de guerra, não se pode descuidar nem um minuto porque a mente, como é preguiçosa, induzirá a pessoa a comer porque “é pouco e não tem importância”. Com isso não emagrece.

"O processo de emagrecimento deve ser enfrentado com determinação e ser encarado como uma coisa muito importante, sem exceções, principalmente com alimentos pequenos, miniaturizados."

Por: Dr. José Rui Bianchi - Médico Psiquiatra e Autor do livro "Emagrecer também é Marketing" - DVS Editora
Data de publicação: 22/09/2008
www.cyberdiet.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Os Males do Adoçante

Adoçante faz mal à saúde? Muitas pessoas evitam usar açúcares artificiais com medo dos males que eles podem causar. Mas também existem aquelas que abusam dos adoçantes sem ao menos saber suas conseqüências.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu a quantidade máxima dos adoçantes sacarina e ciclamato em bebidas e alimentos. Ela também aprovou o uso de três novas substâncias no país, taumatina, eritritol e neotam. A nova regulamentação para os edulcorantes, outro nome para adoçante, foi baseada em normas americanas e européias sobre o uso de aditivos em alimentos. Para estabelecer limites máximos desses produtos artificiais em comidas e bebidas, a Anvisa se apóia na Ingestão Diária Aceitável (IDA) dos aditivos. A IDA estima quanto uma pessoa pode ingerir de uma substância por dia e durante toda a vida, sem colocar sua saúde em risco. O cálculo desse índice pode ser feito pelo site do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) no endereço: www.idec.org.br/arquivos/calc_edulcorantes.xls.

As substâncias sacarina e ciclamato já são proibidas em alguns países. A primeira não pode ser usada no Canadá e a segunda nos Estados Unidos. Alguns testes feitos em camundongos resultaram em câncer na bexiga dos animais. Não é comprovado o risco em seres humanos, mas os estudos com animais incentivaram a proibição dos edulcorantes em alguns países e sua restrição no Brasil. O médico endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, acredita que os adoçantes consumidos dentro do limite recomendado são absolutamente seguros e não causam nenhum mal. “A maioria dos limites de consumo de adoçante foi determinada em estudos com animais. A dose máxima em humanos é 10% da dose mínima que mostrou qualquer tipo de toxidade em animais, então, a margem de segurança é bastante grande”, garante o endocrinologista.

"A maioria dos limites de consumo de adoçante foi determinada em estudos com animais. A dose máxima em humanos é 10% da dose mínima que mostrou qualquer tipo de toxidade em animais, então, a margem de segurança é bastante grande ."

Sobre a sacarose e o ciclamato, o especialista diz que em doses exageradas é impossível que seres humanos consumam esses edulcorantes. “Eles podem causar tumor na bexiga de ratos, mas não há casos em seres humanos”, explica Mancini.

A nutricionista Edeli Simione de Abreu, de São Paulo, diz que o problema da toxidade da sacarina está associado com doses elevadas do adoçante. Em relação ao ciclamato, a especialista conta que algumas experiências com animais sugeriram o envolvimento do edulcorante com o desenvolvimento de neoplasias (câncer). “Esses edulcorantes devem ser utilizados somente como adoçante de mesa e não podem estar contidos em produtos diet e light, para evitar o excesso de consumo”, diz a nutricionista.

Para Marcio Mancini, a restrição da Anvisa é uma precaução, pois o consumo de adoçantes aumentou bastante e as pessoas tendem a utilizar diversos produtos com aditivos artificiais. A respeito dos novos edulcorantes aprovados, Mancini acha errado dizer que são adoçantes que “causam menos mal”. “Parece que estão falando de veneno. Eles são mais modernos, mas não significa que os outros causam tão mal assim”, diz. Segundo o especialista, alguns refrigerantes continham uma quantidade de ciclamato capaz de fazer o consumidor atingir a dose máxima permitida mais facilmente. “Mas até onde eu sei, a maioria dos refrigerantes não contém mais ciclamato. Agora eles têm aspartame e sacarina”, conta ele.

Para quem pretende escapar do adoçante e do açúcar, mas quer manter seus alimentos e bebidas doces, a nutricionista Edeli Simione não vê muita alternativa. “Somente se utilizar o mel, mas isso será tão calórico quanto a sacarose”, afirma ela. No entanto, a nutricionista diz que existe um novo adoçante no mercado, a sucralose. “É um derivado da sacarose. Não acarreta em problemas e tem um sabor agradável”, sugere.

Já o endocrinologista dá uma nova dica para os consumidores que não querem usar edulcorantes e também não apostam no açúcar. “Pode-se utilizar frutose. É um tipo de açúcar que tem um poder adoçante muito maior que sacarina. Usa uma quantidade pequena de açúcar, mas tem um gosto bem mais doce”, diz. De acordo com Mancini, a frutose é recomendada para pacientes com diabetes.
Este é o caso da professora aposentada Daizi Aleixo. Diabética há 25 anos, ela trocou o açúcar pelo adoçante por causa da doença. Daizi se considera consumidora assídua de edulcorantes. Só no café ou no leite, a professora coloca mais de cinco gotas. “Eu sei que o aspartame retém no organismo e o organismo não consome ele, mas não posso abandonar. O açúcar faria muito mais mal”, lamenta.

Daizi Aleixo considera necessárias as novas recomendações da Anvisa e opina. “É bom saber os malefícios e que a quantidade de aditivos nos produtos é controlada. Tudo em excesso faz mal, até a cautela”, declara.

Ana Gissoni
Agência MBPress
Data de publicação: 07/04/2008